Resumo
O aquecimento ósseo durante o preparo para a instalação do implante está relacionado
à qualidade da fresagem. Este trabalho buscou analisar, através de microscopia ótica, a deterioração de duas fresas tipo lança de duas empresas nacionais após sequência de perfurações.
Cinco peças ósseas de fêmur suíno foram submetidas a exame tomográfico e posteriormente
resfriadas a -04 °C. Para as perfurações, as amostras foram deixadas a 20 °C por 08 horas.
Após, foram posicionadas e fixadas a um anteparo com pressão controlada (2kg) e acoplado
a um contra-ângulo cirúrgico com velocidade programada (1.200 RPM). Foram realizadas 10
perfurações com duas fresas tipo lança, uma de cada empresa, respeitando uma distância de
7 mm entre si e uma profundidade de 10 mm. A cada 10 usos as fresas eram lavadas mecanicamente e esterilizadas em autoclave. Foram analisadas em microscopia ótica (40x) com 0,
10, 20, 30, 40 e 50 fresagens. As peças ósseas apresentavam uma cortical espessa, compatível
com osso Tipo 1. A microscopia ótica evidenciou diferenças no desenho das fresas e após 10
fresagens alterações de forma. Após 20 e 30 fresagens o nível de deterioração foi bastante
significativo. A deterioração aumentou com o número de fresagens. Concluiu-se que ambas
as fresas sofreram deterioração após 10 usos, não devendo ser excedido 25 perfurações com
a mesma fresa. A Fresa-Neodent apresentou maior deterioração quando comparada à Fresa-
-SIN. O tipo ósseo influencia o número de vezes que a mesma fresa pode ser reutilizada.
Descritores: Implantes dentários, perfuração por rotação, osseointegração.
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