Vol. 7 – Número 26– 2026
Relato de caso
Página 18-29
Mariele Cristina Modolo Picka1
Maria Carolina Canteras1
Edilmar Marcelino1
Resumo
A região glabelar representa uma zona anatômica de alto risco para procedimentos estéticos devido à sua complexa rede vascular. O uso de preenchedores volumétricos tradicionais nessa região acarreta risco de comprometimento vascular. Estratégias multimodais alternativas, que combinam estímulo estrutural e biológico, podem proporcionar resultados mais seguros e eficazes. O objetivo deste estudo é descrever o desfecho clínico e as considerações de segurança de um protocolo multimodal combinando toxina botulínica tipo A (BoNT-A), fios de polidioxanona (PDO) e fibrina rica em plaquetas injetável (i-PRF) para o tratamento de rugas glabelares estáticas. Uma paciente de 48 anos, apresentando rugas glabelares estáticas de grau 2 (escala de Merz), foi submetida a tratamento sequencial. A BoNT-A foi aplicada para reduzir a atividade muscular dinâmica. Após 15 dias, fios de PDO mono foram inseridos
no plano dérmico profundo da paciente. Esse procedimento foi repetido após 2 meses. Um mês após a segunda sessão de fios, o i-PRF autólogo foi preparado via centrifugação de baixa velocidade e injetado subdermicamente. Os resultados clínicos foram avaliados aos 15 dias, 90 dias e 6 meses pós-tratamento. O protocolo resultou em suavização mecânica imediata e densificação dérmica progressiva. Aos 90 dias, observou-se melhora visível profundidade das rugas e na textura da pele. Não ocorreram eventos isquêmicos, extrusão de fios, nódulos ou eventos adversos significativos. O acompanhamento de seis meses demonstrou a manutenção dos resultados. A combinação de BoNT-A, fios de PDO e i-PRF pode representar uma alternativa segura aos preenchedores tradicionais na região glabelar. Estudos controlados maiores são necessários para validar a reprodutibilidade e a eficácia a longo prazo.
Descritores: Fios de polidioxanona; fibrina rica em plaquetas; toxina botulínica tipo A; rejuvenescimento
facial; glabela.
Entrevista – Dr. José Augusto M. Miguel 





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