Vol. 17 – Número 65– 2024
Página 110-119
Cristiane Canavarro¹
Arthur Cunha2
Bruno Moreira das Neves3
Marco Abdo Gravina4
Carlos Nelson Elias5
Luciane Macedo de Menezes6
Cátia Cardoso Abdo Quintão7
Resumo
Introdução: A demanda estética no tratamento ortodôntico é crescente mesmo em tratamentos corretivos convencionais com utilização de bráquetes e fios ortodônticos, nos quais os fios estéticos assumem um lugar de importância. Presume-se que as coberturas dos fios estéticos possam comprometer o desempenho clínico devido a alterações nas propriedades mecânicas e por esta razão eles foram avaliados e comparados aos fios tradicionais. Objetivo: Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar as propriedades mecânicas dos fios estéticos ortodônticos, comparando-os aos superelásticos de níquel-titânio (NiTi). Material e Métodos: Foram utilizados fios ortodônticos superelásticos de NiTi (n = 36) – 18 estéticos e 18 sem recobrimento estético (calibre 0,018”) – das marcas TP Orthodontics, GAC e Masel. 18 amostras foram estendidas até a fratura com o objetivo de obter platôs constantes de ativação do fio. Os testes foram feitos à temperatura de 37ºC, utilizando a máquina de teste universal EMIC DL 10000. Os dados foram analisados estatisticamente por meio da análise de variância (ANOVA), seguida do teste de Bonferroni. Resultados: Os fios não recobertos apresentaram maiores cargas máximas de resistência à fratura e cargas mais elevadas para atingir o platô de carga (p≤ 0,01) que os estéticos, exceto os fios Masel não recobertos, que se assemelharam estatisticamente aos fios estéticos da TP. Nos testes de carga e descarregamento, a área sob as curvas de descarregamento apresentou valores maiores nos fios GAC não recobertos e estéticos, e TP não recobertos; além de valores menores nos fios GAC estéticos e fios Masel estéticos e não recobertos. Os fios estéticos apresentaram maior extensão dos platôs de descarregamento que os não recobertos (p≤ 0,01). Conclusão: Os fios estéticos apresentaram melhor desempenho, superando os não recobertos na maioria das propriedades mecânicas avaliadas
Descritores: Fios ortodônticos, propriedades mecânicas, efeito memória de forma, Ortodontia.
Professora Adjunta de Ortodontia – Faculdade de Odontologia –UERJ; Doutora em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ.
2 Aluno de Doutorado em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia –UERJ; Mestre em Ciências – Área de concentração em
Odontopediatria e Ortodontia – FORP-USP.
3 Aluno de Doutorado em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ; Mestre em Odontologia – Área de Concentração em
Clínica Odontológica – UFF/NF.
4 Professor Associado de Ortodontia – Faculdade de Odontologia – UFJF; Doutor em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ.
5 Professor Permanente dos programas de Graduação e pós-graduação em Ciências – Materiais – IME-RJ; Doutor em Ciências dos Materiais – IME.
6 Professora Titular da Escola de Ciências da Saúde (Odontologia) – PUCRS; Doutora em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia
– UFRJ.
7 Professora Titular de Ortodontia – Faculdade de Odontologia –UERJ; Doutora em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UFRJ.





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